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A Força das Palavras...

" o que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem." Mateus 15 vs. 11

Conheci um jovem que certa vez teve um contratempo, com uma pessoa que lhe estava alugando um imóvel. Os dois discutiam os termos do contrato, e não chegavam a uma conclusão. Por fim o jovem, já sem paciência, pois nada demovia o locador da injustiça que lhe estava querendo impor, levantou-se da cadeira e encerrou a negociação com as seguintes palavras:
 - Pode esperar, meu velho, a sua carreta está chegando! E dela, você não vai escapar!
E virando-se, retirou-se do escritório do amigo.

Dias depois, ele entra no prédio para trabalhar e recebe a notícia, pelo porteiro, que vem ao seu encontro esbaforido:

- Doutor, o senhor soube o que aconteceu ao seu Meira? - o jovem olhou-o sem entender, e respondeu: -Não! O que houve?! - o porteiro continua: - Ele sofreu um acidente na Rio - São Paulo, uma carreta pegou o Passat dele, e morreram a esposa e os dois filhos dela e o Sr. Meira está todo quebrado! O acidente foi muito feio!

O jovem se encaminha para o elevador, indo para o seu escritório. Ao sair do elevador, encontra o acidentado, que lhe diz:

- É, você tinha razão a minha carreta veio em minha direção, e eu não consegui livrar-me dela! E a minha família toda pereceu no acidente!

O jovem nesta altura, não sabia o que fazer ou dizer. Mas tomou uma decisão: nunca mais falar ao seu próximo, uma maldição!

Meus queridos, Jesus nos diz que o mal, não é o que entra pela boca do homem, mas o que sai! E quando falamos, que nós temos o poder das palavras! Muitas vezes, na ânsia de ajudar uma pessoa, um irmão, proferimos palavras, que além de não edificar, ainda amaldiçoam os outros. O nosso próximo! O apóstolo São Paulo em sua epístola aos Romanos no capítulo 3 versos 13 e 14 diz: " A sua garganta é um sepulcro aberto; com a língua tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; cuja boca está cheia de maldição e amargura." Aí está realmente o perigo! Muitas vezes, por nossas palavras, levamos alguém a cometer os maiores erros de sua vida! Por nossas palavras de "admoestação", que muitas vezes não admoestam em nada, jogamos nosso irmão na lama da descrença, da falta de fé! No calabouço do pecado! Muitas vezes, mas muitas vezes mesmo, durante um mesmo dia, proferimos sentenças que vão colocar nosso próximo em situações tão complicadas, que nunca iríamos querê-las para nós mesmos. Num mesmo dia emitimos palavras duras aos nossos filhos, irmãos e amigos! E ainda saímos por aí, dizendo que estamos profetizando! Será?! Temos sempre a tendência de "imitar" os profetas do Velho Testamento, quando viam coisas erradas aos olhos de Deus, a emitir profecias ou ditos duros ao povo! E queremos sempre tomar muitas vezes o modo de falar destes Profetas. É verdade, que eles não estavam errados em seus modos! Até mesmo Jesus se enfureceu, e proferiu palavras duras de admoestação. Mas nos deixou bem gravado, que eram todas por amor ao homem! E na maioria das vezes que admoestou, o fez com carinho, com amor! Mas era Jesus Cristo, era o próprio Deus! E nós? Somos por acaso Profetas do Velho Testamento, que temos o direito de amaldiçoar nossos irmãos, com a justificativa de admoestação? Temos o direito de proferir palavras de maldição contra nosso filhos, irmãos, amigos e conhecidos? E até quem sabe a desconhecidos?! Não seria melhor admoestar, chamar a atenção ou prever acontecimentos óbvios, quando alguém está fazendo algo, que só pode acabar mal, com palavras mais brandas, com mais amor?!

  • Pensemos no dom da admoestação com amor!

  • Pensemos que vamos ter que dar contas a Deus de nossos ditos!

  • Pensemos se com nossas palavras, não estamos causando tragédias na vida do nosso próximo!

  • Pensemos se nosso próximo merece palavras de maldição ou de amor!

Helio Luiz de Azeredo Jorge, MSc.