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Estamos
a cada dia mais velhos! A cada minuto e segundo que passa, estamos mais
velhos. Quando temos dezoito anos, nem notamos, quão rápido passa o tempo.
Com vinte ou trinta anos de idade, a corrida pela carreira, casamento,
criação dos filhos e outras obrigações do dia a dia, não nos deixam
perceber que o tempo, está passando!
Um dia acordamos pela manhã, e dói onde
nunca doera antes, ou percebemos como é difícil andar aquelas duas
quadras, até o trabalho! E aí então, "cai a ficha" e perguntamo-nos então:
- Espera aí, quantos anos tenho mesmo?! E vem a resposta: - 51 anos! E
daí?! - pensamos no mesmo instante! E em nosso pensamento matinal,
continuamos: - Cinqüenta e um anos é a flor da idade! - dizemos a nós
mesmos, numa relutância em aceitar que os anos estão pesando! A palavra de Deus nos diz no livro do
Eclesiastes capítulo 12, que os jovens, devem se preparar para a
velhice. Lemos este versículo durante anos em nossa Bíblia e em nossas
igrejas. Eu mesmo o li uma centena de vezes em minha adolescência e
juventude, mas hoje cedo abri a minha Bíblia e o reli mais uma vez, mas
aconteceu que prestei atenção ao título e à mensagem dele!
Pegue a sua
Bíblia, se tiver, e deixe aí ao lado, vamos precisar dela!
Durante anos, eu o li, mas não passei do Verso 1, que diz:
"Lembra-te do teu Criador nos dias da
tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais
venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;
- e lendo assim, parece que o autor nos diz apenas, para nos
lembrarmos de Deus. Que não o esqueçamos! Para que quando vierem os dias
malvados, não digamos que estamos tristes! Mas esperem! Será que é isto
que o autor quer nos dizer? Será?! Então vamos deixar de preguiça, e
vamos ler todo o capítulo, do título até o último ponto!
Pegue a sua
Bíblia e leia todo o capítulo, e vamos às considerações finais!
Então vejam lá! Do verso dois ao verso
cinco, o Pregador, deixa claro,
como é o transcurso do tempo. Ou seja, que
fatos acontecem ao homem e a seu corpo, durante o processo de
envelhecimento. No
verso dois,
ele diz que "antes que escureçam o sol, a luz, a lua e as estrelas, e
tornem a vir as nuvens depois da chuva." Aí eu pensei: -esse será o dia da minha morte! Não verei mais o sol, nem a
luz, nem a lua e as estrelas. Estarei morto! Todos estaremos, no
dia em que isto acontecer! Com certeza! Mais adiante (verso 3) ele fala dos
guardas da casa tremendo, e não deve ser de frio! Ora, o guarda da
minha casa, sou eu mesmo, pois não possuo segurança armada ou escolta.
Então quem guarda minha casa é Deus e eu mesmo, que acordo, algumas vezes
de madrugada, sobressaltado com algum barulho, ou com meu cão latindo!
E assim, no avanço dos dias, quem vai estar tremendo, sou eu! O
Pregador, se refere aí, ao Mal de Parkinson, que aflige os idosos.
Decerto! E ainda continua dizendo: "e se curvarem os homens fortes",
donde com certeza, o autor está se referindo à velhice humana! Pode ter
certeza! No verso cinco, a velhice se adianta cada
vez mais, e o Pregador, nos diz: "quando o gafanhoto for um peso, e
perecer o apetite!" Eu nem consigo imaginar um gafanhoto tão pesado,
meus irmãos! Será que o gafanhoto pesará tanto assim?!! O Pregador
continua nos versos 6 e 7, a definir o sinal da passagem do tempo, até que
no verso 8 ele nos diz:
"Vaidade de vaidade, tudo é
vaidade!"
- o que será isto?! Porque o nosso Pregador, está falando de
vaidade? Então vamos ver!
Muitas vezes, quando envelhecemos, não
queremos aceitar o peso dos anos! E vamos pintar os cabelos, e
compramos cremes rejuvenescedores, não aceitamos que o sexo com nosso
parceiro, está com os dias contados. Que algumas doenças masculinas, podem
até nos deixar impotentes. Não aceitamos as rugas, e menos ainda, que
esquecemos das coisas, das quais nunca deixamos de lembrar, como por
exemplo o nosso aniversário de casamento, ou do nascimento de um filho.
Pois bem, o Mal de Alzheimer faz isto ao cérebro humano! Achamos que temos que fazer e usar de todos
os recursos e medicamentos, para que nossa juventude volte! Não aceitamos
nossa velhice e aos oitenta ou noventa anos, queremos usar as roupas dos
nossos netos de dezoito anos! E muitas vezes, os que aceitam a velhice com
sabedoria, riem de um amigo idoso, que quer ter um comportamento de garoto
de vinte anos! Bem não queremos aqui dizer, que o idoso, deve ter um
espírito antigo, velho, acabado! Não! O que o Pregador nos alerta, é
que temos que saber envelhecer, reconhecendo a presença e sabedoria de
Deus em nossa vida! Que todos os dias aprendamos a envelhecer,
e não que fiquemos a buscar uma forma de parecer mais jovem. Tentando
ter, o que os mais jovens têm! Pois se o fizermos assim, aí estaremos
sendo, não jovens ou idosos jovens, mas vaidosos!
A
vaidade de se ter a juventude, quando se faz pesar dos anos,
nos faz esquecer, que estamos cada dia mais perto de retornar ao nosso
Deus!
Envelheçamos com a sabedoria de Deus,
pois estamos a cada dia mais perto Dele!
Helio Luiz de Azeredo Jorge
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